domingo, 2 de dezembro de 2018

APOS O BOOM, O CRASH PREVISÍVEL COMO A LUA

APOS O BOOM, O CRASH PREVISÍVEL COMO A LUA (Transcrito de Balanço Financeiro, dezembro de 1987)
Quando nosso mercado acionário desmoronou em junho de 1971, um especulador que não sabia operar com a Bolsa em baixa disse-me que iria cair fora dos pregões e que só voltaria quinze anos depois.

Ele tinha desenvolvido uma teoria de ciclos da Bolsa e pelos seus cálculos o mercado somente voltaria a melhorar em 1986. Por que então ficar correndo riscos, se o seu dinheiro poderia ficar bem mais abrigado em títulos de renda fixa?

Segundo a teoria, os booms começam quando malucos irresponsáveis, que nunca passaram sequer pelo calçadão da Bolsa de Valores, e que em determinado momento possuem mais dinheiro do que merecem e do que têm capacidade de administrar, desembestam ao mesmo tempo no mercado acionário, atraídos por boatos de que lá muita gente está fazendo ou aumentando fortunas.

Boom é prenúncio do Crash. A massa de dinheiro irresponsável que entra no mercado é tão grande que as cotações sobem a níveis incontroláveis e atingem patamares que os profissionais logo reconhecem como sendo irreais.

Para os verdadeiros profissionais, é tempo da colheita. Eles embolsam os seus lucros e se retirar para uma distância prudente, deixando o campo aberto para a turba predatória. E a bolsa vira pandemônio.

Estabelecido o caos, a autoridade intervém e a algazarra termina, com grande frustração dos participantes. Eles então caem na realidade, recolhem o que podem salvar e vão para casa envergonhados.

O normal é ficarem tão traumatizados que durante muito tempo não quererão  nem ouvir falar de Bolsa de Valores nem de qualquer outra modalidade de jogatina.

Mas a vida passa, e eis que um dia, quinze anos depois, muitas dessas pessoas estão com as vidas e as fortunas refeitas.

Quinze anos também é o tempo suficiente para surgir nova geração de indivíduos mais refinados e mais capacitados para ganhar dinheiro do que os da geração anterior. E mais ousados e ambiciosos.

A massa de dinheiro que esse pessoal acumulou está pronta para desembocar na Bolsa de uma só vez, e causar mais um Boom, que naturalmente traz o germe de novo crash. Tão previsível como as fazes da lua.

Embora a teoria tivesse lógica, a marcação da data parecia pura adivinhação, por isso não levei o assunto a sério. Mas, por coincidência ou por qualquer outro motivo, a teoria funcionou com a exatidão prevista.

Quinze anos depois da previsão - em julho de 1986 - , quando a Bolsa despencou após dois meses de altas estapafúrdias provocadas pelo Plano Cruzado, aquele mesmo especulador telefonou-me para dizer:

-Eu não falei?

Ele estava tão eufórico quanto o cientista que vê sua teoria comprovada pelos fatos. Atuando ativamente no mercado de opções, arriscou toda a sua fortuna e multiplicou-a por dez.


Ele saiu do mercado bem das da quebra. Nunca vi ninguém com tanta confiança no taco.

Fonte: Faça Fortuna com Ações - Décio Bazin

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

A. Einstein


Bens materiais, sucesso aparente, fama, luxo — para mim, essas coisas sempre foram desprezíveis. Eu acredito que uma vida simples e despretensiosa é a melhor para o corpo e para a mente. 
A. Einstein.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Tangerine


... But things do change and, and through the changes we meet a lot of friends. Some of them fall on their faces, and some of them are around to give us some strength when we're a little bit down. This song is really for our families, and friends amd the people who have been close to us through the lot. It's a song of love in it's most, in it's most innocent stages. It's called Tangerine."


https://www.youtube.com/watch?v=79JcPZNLCTY


domingo, 21 de fevereiro de 2016

Peter Drucker - Administrando para Obter Resultados

Este aprendi com minha mãe: "Os resultados são obtidos pela exploração de oportunidades, não pela solução de problemas - Tudo o que se pode esperar obter pela solução de um problema é a restauração da normalidade." 

terça-feira, 13 de outubro de 2015



Cap 4. Making Strength Productive

The effective executive makes strength productive. He knows that one cannot build on weakness. To achieve results, one has to use all the available strengths - the strengths of associates, the strengths of the superior, and one’s own strengths. These strengths are the true opportunities. To make strength productive is the unique purpose of organization. It cannot, of course, overcome the weakness with which each of us is abundantly endowed. But it can make them irrelevant. Its task is to use the strength of each man as a building block for joint performance.

Whoever tries to place a man or staff an organization to avoid weakness will end up at best with mediocrity. The idea that there are “well-rounded” people, people who have only strengths and no weakness (whether the term used is the “whole man”, the “mature personality,” the “well-adjusted personality,” or the “generalist”) is a prescription for mediocrity if not for incompetence. Strong people always have strong weakness too. Where there are peaks, there are valleys. And no one is strong in many areas. Measured against the universe of human knowledge, experience, and abilities, even the greatest genius would have to be rated a total failure. There is no such thing as a “good man”. Good for what? is the question.


Five Practices of Effective Executives

These are essentially five such practices - five such habits of mind that have to be acquired to be an effective executive:

1 - Effective executives know where their time goes. They work systematically at managing the little of their time that can be brought under their control.

2. Effective executives focus on outward contribution. They gear their efforts to results rather than to work. They start out with the question, “What results are expected of me?” rather than with the work to be done, let alone with its techniques and tools.

3. Effective executives build on strengths - their own strengths, the strengths of their superiors, colleagues, and subordinates; and on the strengths in the situations, this is, on what they can do. They do not build on weakness. They do no start out with the things they cannot do.

4. Effective executives concentrate on the few major areas where superior performance will produce outstanding results. They force themselves to set priorities and stay with their priority decisions. They know that they have no choice but to do first things firsts - and second things not at all. The alternative is to get nothing done.

5. Effective executives, finally, make effective decisions. They know this is, above all, a matter of system - of the right steps in the right sequence.  They know that an effective decision is always a judgment based on “dissenting opinions” rather than on “consensus of the facts.” And they know that to make many decision fast means to make the wrong decisions. What is needed are few, but fundamental, decisions. What is needed is the right strategy rather than razzle-dazzle tactics.


The Effective Executive - Peter Drucker

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

A Morte - João Candido de Oliveira - Livro Aposentadoria


A fuga certamente nunca foi nem poderá ser a solução definitiva para nenhum tipo de problema; todavia, a morte em consequência dele também não o é, embora muitos prefiram por ela optar. Entre continuar vivendo com a sensação de que se está comportando de maneira “inadequada” e morrer por algum “capricho” considerado certo - porque problema que justifique a morte só poderá ser assim definido - é preferível continuar vivendo “inadequadamente” do que ser caprichoso. Isso porque “nunca estamos tão seguros de nossas razões a ponto de imolarão-nos por elas” - sabiamente, asseverava Nietzsche. O que é verdade hoje certamente não o era ontem nem temos tanta certeza de que o será amanhã. E, sem o gozo da vida, o indivíduo não tem como certificar-se dessa realidade nem tampouco vivência-la. Evidentemente, o que denominamos “maneira inadequada” não pode ser o que contraria as regras básicas que norteiam a convivência fraterna e social: os princípios fundados na ética e na moral.

As verdades dos homens são tão frágeis e mutáveis que, sem dúvida, não valeria a pena morrer por elas, a não ser na defesa da própria vida. Tome-se como exemplo os milhões de seres sacrificados em nome do socialismo, especialmente na União Soviética, vítimas do estalinismo. Até hoje não se sabe o número exato de mortos - talvez mais que a população de uma grande São Paulo - imolados em nome de uma causa que nem mesmo os “donos da verdade” tinham tanta certeza do alcance de suas finalidades, de seu sucesso. Tanto que, em alguns países, se desmoronou sem as reações esperadas. Não menos lastimável e perverso foi o nazismo hitlerista, que engoliu outras tantas vidas em nome de outras verdades. E assim, todos os genocídios praticados especialmente no século XX, sem contar aos milhões de criaturas, maltratadas e sacrificadas em nome de princípios defendidos por ditaduras civis e militares dispersas pelo mundo, incluindo no mesmo balaio O Santo Ofício de Deus - a Inquisição - que devorou, na tortura e na fogueira, milhares de inocentes em nome de uma fé que, paradoxalmente, era também a fé da maioria das vítimas, apenas expressas de maneira diferente ou porque sua prática não servia aos interesses de alguns segmentos da Igreja. E de outra feita, as diversas formas intolerantes de sectarismos religiosos e étnicos espalhadas pelo mundo. 

As razões engendradas pelos homens hoje só existem para eles na condição de vivos. Não se tem notícias de nenhum morto que tenha ressuscitado para testemunhar que, se tivesse de morrer novamente pelos mesmos princípios, o faria com igual disposição; quem afirma isso são os vivos. E não se deve esquecer que erros e acertos são coisas de vivos; os mortos nunca erram, pelo menos na lógica dos vivos. Motivos louváveis que tenham levado pessoas a imolar-se por eles deixam de ser louváveis pelo simples fato de não terem servido à vida, mas à morte. Paradoxalmente, a morte não precisa de auxílio, ela é suficientemente capaz de, mesmo que tudo conspire contra ela, cumprir rigorosamente sua missão - é apenas uma questão de tempo e oportunidade. Ora, sendo isto verdade, por que criar e defender motivos cujo emprego serve mais à morte do que à vida? A morte não reclama, nem carece de ajuda. Ela está sempre onde esteve, silenciosa, inalterável, nas mais remotas profundezas de cada ser vivo. 

Aposentadoria - João Candido de Oliveira

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Calvino e Lutero


Para Lutero e Calvino, o trabalho não era visto apenas como punição pelo pecado original, mas também como oportunidade da por Deus ao homem para que ele pudesse não só dar continuidade à vida, mas sobretudo encontrar um novo significado para a sua própria vida. A partir desse princípio, sustentaram e pregaram que o trabalho deveria ser exercido em nome de Deus e para a Sua glória. O ato de trabalhar, portanto, não se reduzia apenas a pagar pecados ou ainda a suprir as bases da vida material. Era, antes de tudo, o meio pelo qual o homem resgatava a dignidade perdida diante do Criador, a sua própria dignidade de homem, jamais conquistada por outros meios. Assim, trabalhar consistia num ato de fé, de esperança e, consequentemente, de amor. Trabalhar era uma forma de agradar a Deus, de obter Sua graça e de ter as esperanças renovadas. O ócio e a preguiça eram obras do demônio, quem os cultivava ofendia a Deus e O desmerecia, não sendo digno de Sua graça.

O outro aspecto crucial resgatado pelos dois reformadores religiosos foi a utilização do fruto do trabalho: a riqueza. A Igreja Católica, assentada nas doutrinas antigas, sempre vira a riqueza material com indiferença e até mesmo com certas suspeição. Lutero e Calvino, ao contrário, sustentavam que, sendo a riqueza oriunda do trabalho e este entendido como vontade e designo de Deus, não havia por que abomina-la. Ela era não só justa, mas, antes de tudo, legítima. mesmo sendo rico, em função da maneira como fazia uso de sua riqueza, o homem poderia perfeitamente se salvar. O importante era dar uma destinação justa e ética à riqueza e não abomina-la. A riqueza em si não consistia em nenhum impeditivo à salvação; ao contrário, era justamente a pobreza que apontava para esse caminho. A pobreza, na visão de Calvino, era o principal indicativo de que o homem não fizera por merecer, não fora digno de graça de Deus. A pobreza era um redutor da vida humana, não apenas nos seus aspectos materiais, mas empobrecia e fazia definhar o espírito, impedindo a conquista de estados mais elevados da alma. Se a luta diária estava circunscrita aos limites da sobrevivência física, certamente, as coisas do espírito não poderiam ter dimensões diferentes. O reformador sabia disto e orientou a sua pregação religiosa no sentido contrário à da católica. Sabia que somente a submissão do homem ao trabalho duro e disciplinado poderia reverter a pobreza que marcou a vida humana durante toda a Idade Média. 

Fonte: Aposentadoria - Professor João Candido de Oliveira

domingo, 2 de agosto de 2015

A Arte da Política - FHC



Quatro Frentes de Batalha e Uma Arma: a Persuasão

O caminho para chegar a uma economia mais estável passava por várias frentes de batalha e desdobrava-se em etapas. Não tínhamos de antemão inteiramente estabelecido o mapa de voo, mas certa noção do rumo que queríamos tomar e, não menos importante, dos caminhos pelos quais nos recusaríamos a enveredar.

A primeira frente de batalha era ajustar tanto quanto possível o Orçamento daquele ano, 1993, e preparar um Orçamento equilibrado para 1994. Estabelecer a “verdade orçamentária”, segundo expressão da época, era parte essencial do esforço para recuperar a credibilidade do governo. A sociedade precisava acreditar que o governo estava de fato comprometido com o equilíbrio das contas públicas. O governo, por sua vez, necessitava dispor de meios para tanto. E tinha que elaborar um Orçamento que espelhasse isso de forma mais transparente possível. Sem encaminhar solução adequada a essa complicada equação, o combate à inflação não iria longe. Por essa razão, nos empenhamos em obter no Congresso leis que permitissem cortar gastos, elevar impostos e reduzir a rigidez do Orçamento, desvinculando receitas de gastos predeterminados.

A segunda frente de batalha travou-se primeiramente com os estados, que acumulavam gigantescas dívidas com a União e não as vinham pagando com a regularidade devida. Pôr fim à inadimplência quase generalizada dentro do setor público e impedir que ela viesse a se repetir no futuro constituíam também tarefas indispensáveis à reconstrução de credibilidade do governo.

A terceira frente constituiu em defender a necessidade de caminhar no processo de privatização de empresas estatais, não só para ajudar o esforço fiscal, mas principalmente para promover investimentos na expansão e melhoria de serviços públicos, conforme a sociedade exigia de um governo sem recursos. Ainda que nessa fase não tenha podido progredir muito, a insistência na ideia preparou o terreno para, quando cheguei à presidência, deslanchar as privatizações nos setores de infraestrutura.

A quarta frente dizia respeito à renegociação da dívida externa e o retorno do Brasil ao mercado financeiro internacional, com a suspensão da moratória. A conclusão do acordo da dívida, em bases satisfatórias para o país, era outro dos elementos fundamentais para a recuperação da confiança, não somente do mundo financeiro internacional, mas também da própria sociedade brasileira.

A Arte de Política - Fernando Henrique Cardoso.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Spock - Leonard Simon Nimoy 1951–2015


Without followers, evil cannot spread.

--SPOCK, Star Trek: The Original Series, "And The Children Shall Lead"

Read more at http://www.top10-est.com/m/top_10_best_mr_spock_quotes.html#zWqQ45lcbq7ItS9Z.99

sábado, 15 de novembro de 2014

We Shall Never Surrender - Winston Churchill


...We shall go on to the end. 
We shall fight in France, 
we shall fight on the seas and oceans, 
we shall fight with growing confidence and growing strength in the air, 
we shall defend our island, whatever the cost may be. 
We shall fight on the beaches, 
we shall fight on the landing grounds, 
we shall fight in the fields and in the streets, 
we shall fight in the hills; we shall never surrender.

domingo, 4 de novembro de 2012

The Bubble Curve e o Ibovespa

E agora, para onde a curva ira?



Agradecimento ao Gustavo que me apresentou a curva da bolha.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Gandhi "On God"


http://www.youtube.com/watch?v=icRbZeCiRCk&feature=related

During his stay in England in 1931, when the Columbia Gramophone Company requested him to make a record for them, Gandhi pleaded his inability to speak politics, and added that, at the age of sixtytwo, he could make his first and last record which should, if wanted, make his voice heard for all time. Confessing his anxiety to speak on the spiritual matters, on October 20, 1931 he read out his old article "On God":

http://www.youtube.com/watch?v=icRbZeCiRCk&feature=related


"There is an indefinable mysterious power that pervades everything, I feel it though I do not see it. It is this unseen power which makes itself felt and yet defies all proof, because it is so unlike all that I perceive through my senses. It transcends the senses. But it is possible to reason out the existence of God to a limited extent. Even in ordinary affairs we know that people do not know who rules or why and how He rules and yet they know that there is a power that certainly rules. In my tour last year in Mysore I met many poor villagers and I found upon inquiry that they did not know who ruled Mysore. They simply said some God ruled it. If the knowledge of these poor people was so limited about their ruler I who am infinitely lesser in respect to God than they to their ruler need not be surprised if I do not realize the presence of God - the King of Kings. Nevertheless, I do feel, as the poor villagers felt about Mysore, that there is orderliness in the universe, there is an unalterable law governing everything and every being that exists or lives. It is not a blind law, for no blind law can govern the conduct of living being and thanks to the marvelous researches of Sir J. C. Bose it can now be proved that even matter is life. That law then which governs all life is God. Law and the law-giver are one. I may not deny the law or the law-giver because I know so little about it or Him. Just as my denial or ignorance of the existence of an earthly power will avail me nothing even so my denial of God and His law will not liberate me from its operation, whereas humble and mute acceptance of divine authority makes life's journey easier even as the acceptance of earthly rule makes life under it easier. I do dimly perceive that whilst everything around me is ever changing, ever dying there is underlying all that change a living power that is changeless, that holds all together, that creates, dissolves and recreates. That informing power of spirit is God, and since nothing else that I see merely through the senses can or will persist, He alone is. And is this power benevolent or malevolent ? I see it as purely benevolent, for I can see that in the midst of death life persists, in the midst of untruth truth persists, in the midst of darkness light persists. Hence I gather that God is life, truth, light. He is love. He is the supreme Good. But He is no God who merely satisfies the intellect, if He ever does. God to be God must rule the heart and transform it. He must express himself in every smallest act of His votary. This can only be done through a definite realization, more real than the five senses can ever produce. Sense perceptions can be and often are false and deceptive, however real they may appear to us. Where there is realization outside the senses it is infallible. It is proved not by extraneous evidence but in the transformed conduct and character of those who have felt the real presence of God within. Such testimony is to be found in the experiences of an unbroken line of prophets and sages in all countries and climes. To reject this evidence is to deny oneself. This realization is preceded by an immovable faith. He who would in his own person test the fact of God's presence can do so by a living faith and since faith itself cannot be proved by extraneous evidence the safest course is to believe in the moral government of the world and therefore in the supremacy of the moral law, the law of truth and love. Exercise of faith will be the safest where there is a clear determination summarily to reject all that is contrary to truth and love. I confess that I have no argument to convince through reason. Faith transcends reason. All that I can advise is not to attempt the impossible."

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Nietzche, Sileno e o Nascimento da Tragédia


Sileno (em grego antigo: Σειληνός, transl. Seilēnós; em latimSilenus) era, na mitologia grega (e posteriormente namitologia romana), um dos seguidores de Dioniso, seu professor e companheiro fiel. Notório consumidor de vinho, era representado como estando quase sempre bêbado e tendo de ser amparado por sátiros ou carregado por um burro. Sileno era descrito como o mais velho, o mais sábio e o mais beberrão dos seguidores de Dioniso, e era descrito como tutor do jovem deus nos hinos órficos.
Quando estava sob o efeito do álcool, Sileno adquiria conhecimentos especiais e o poder da profecia. O rei frígio Midasestava ansioso para aprender com ele, e o aprisionou, laçando-o numa fonte onde Sileno costumava beber.

Segundo o filólogo e filósofo alemão Friedrich Nietzsche (1844 - 1900):
"Reza a antiga lenda que o rei Midas perseguiu-o na floresta, durante longo tempo, sem conseguir apanhá-lo. Quando, por fim, ele veio a cair em suas mãos, perguntou-lhe qual dentre as coisas era a melhor e a mais preferível para o homem. Obstinado e imóvel, calava-se; até que, forçado pelo rei, prorrompeu finalmente, por entre um riso amarelo, nestas palavras: - Estirpe miserável e efêmera, filhos do acaso e do tormento! Por que me obrigas a dizer-te o que seria para ti mais salutar não ouvir? O melhor de tudo é para ti inteiramente inatingível: não ter nascido, não ser, nada ser. Depois disso, porém, o melhor para ti é logo morrer" (Nietzsche, O nascimento da tragédia).

Fonte:  http://pt.wikipedia.org/wiki/Sileno

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Inteligência, Imaginação, Conhecimento e Eficácia - P. Drucker


Ser eficaz é a função  do gestor. Os termos EFETIVO e EXECUTIVO são quase sinônimos. O que se espera é que o gestor FAÇA AS COISAS CERTAS ACONTECEREM. Em outras palavras, espera-se que ele seja eficaz.
É notória, porém, a ausência de homens de grande eficácia nos cargos de gerência. Grande inteligência é muito comum entre os gestores. A imaginação está longe de ser rara. O nível de conhecimento tende a ser alto. Mas parece que há pouca correlação entre a eficácia de uma pessoa e a sua inteligência, sua imaginação e seu conhecimento. Homens brilhantes são, muitas vezes, notavelmente ineficazes; não conseguem entender que ter um insight inspirador não é por si só garantia de alcance de resultado. Não aprenderam que o ..... só se torna efetivo com trabalho duro e sistemático. Inversamente, em todas organizações existem pessoas metódicas que trabalham muito e alcançam resultados. Enquanto alguns se movimentam com o frenesi e a agitação, que muitas vezes podem ser confundidos com criatividade, os metódicos, passo a passo, atingem os resultados, como a fábula do coelho e da tartaruga.
Inteligência, imaginação e conhecimento são recursos essenciais, mas somente a eficácia pode convertê-los em resultados. Por si, esses atributos apenas estabelecem um limite para o que se pode atingir.

Fonte: O Gestor Eficaz P. Drucker

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Tantrik Cicle of Life


In Tantrik geometry, the downward-pointing triangle represents Prakriti while the upward-pointed triangle represents Purusha. Brahma causes the two intersect, creating a six pointed star that spins around Vishnu’s finger as the Sudarshan chakra. Shiva separates the two triangles to create his rattle-drum. The star-discus represents engagement of spirit and material reality that gives rise to the world of name and form. The rattle-drum represents the separation of spiritual and material reality resulting in the nameless, formless unmanifest. While pursuing the common goal of sat-chitta-ananda, God as Vishnu preserves the realm of rasa while God as Shiva destroys the realm of rasa in the flames of tapa.





myth = mythya
A Handbook of Hindu Mythology
Dr Devdutt Pattanaik

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Tantrik Physiology and Clothes Colours


According to Tantrik physiology, the dead are reborn when the white seed of man successfully merges with the red seed of woman. Split semen holds the possibility of a new life. Split menstrual fluid indicates failure to create that life. Seed, white or red, is thus the most potent substance in nature.
White, the colour of male reproductive fluid, represents Purusha; red the colour of female reproductive fuid, represents Prakriti. The earth is red before the rains. After the rains, the earth is green. Red thus represents the virginal Prakriti who holds the promise of creating new life. Green represents the maternal Prakriti who has realized that promise and created new life. Men women such as monks and widows, who seek Purusha and withdraw from worldly life prefer wearing white clothes. Men and women who seek to celebrate the union of Purusha na Prakriti and enjoy worldly life prefer coloured clothes: red for brides, green for mothers.

Dhumavati

http://www.indianetzone.com/55/dhumavati.htm
myth = mythya
A Handbook of Hindu Mythology
Dr Devdutt Pattanaik

Lord Shiva


Shiva is God visualized as an ascetic. Hair matted, body smeared with ash, he sits naked atop a snow-clad mountain, totally internalized, unmindful of the universe around. His phallus is erect but his eyes are shut, indicating that Shiva is aroused not by the delights of the world outside but by the serenity of the soul inside.
Seasons come and go. Cultures rise and fall. Values change. Standards change. Worldly truths seem conditional, relative to space, time and the opinion of people. Shiva is God who is not interested in these worldly truths. He seeks sat, truth that is permanent, absolute, unconditional. So he shuts his eyes to the world, refusing to let memories, desires, ideas and ego crumple his consciousness. Purification of the chitta leads to enlightenment. With enlightenment comes ananda, tranquil bliss. In bliss, Shiva transcends all desires. There is no urge to sense or respond. There is no need for the body or the world. There is no action, no reaction or response. No karma, hence no samsara. The world ceases to be. All that exists is the atma, the uncrumpled pure soul, in self-contained isolation. Shiva is therefore God how destroys the world.



myth = mythya
A Handbook of Hindu Mythology
Dr Devdutt Pattanaik

sexta-feira, 11 de maio de 2012

eh legiao!!!


Parece cocaína
Mas é só tristeza
Talvez tua cidade
Muitos temores nascem
Do cansaço e da solidão
Descompasso, desperdício
Herdeiros são agora
Da virtude que perdemos...
Há tempos tive um sonho
Não me lembro, não me lembro...
Tua tristeza é tão exata
E hoje o dia é tão bonito
Já estamos acostumados
A não termos mais nem isso...
Os sonhos vêm e os sonhos vão
E o resto é imperfeito...
Dissestes que se tua voz
Tivesse força igual
À imensa dor que sentes
Teu grito acordaria
Não só a tua casa
Mas a vizinhança inteira...
E há tempos
Nem os santos têm ao certo
A medida da maldade
E há tempos são os jovens
Que adoecem
E há tempos
O encanto está ausente
E há ferrugem nos sorrisos
Só o acaso estende os braços
A quem procura
Abrigo e proteção...
Disciplina é liberdade
Compaixão é fortaleza
Ter bondade é ter coragem (Ela disse)
Lá em casa tem um poço
Mas a água é muito limpa...